Header Image
    Cover of Verity (Colleen Hoover)
    Novel

    Verity (Colleen Hoover)

    by

    Capí­tu­lo 13 começa com Lowen acor­dan­do de um pesade­lo, seu cor­po ain­da ten­so e sua mente con­fusa. Ela percebe que está em um lugar estran­ho, mas não con­segue enten­der o moti­vo de ter acor­da­do na cama de Ver­i­ty. O cheiro e os sons ao seu redor a deix­am ain­da mais descon­fortáv­el, e ela começa a se ques­tionar sobre como chegou até ali. As pare­des amare­las do quar­to, em con­traste com as de seu próprio quar­to, a fazem se sen­tir deslo­ca­da. O pâni­co cresce à medi­da que ela ten­ta proces­sar o que está acon­te­cen­do, mas seu cor­po reage de for­ma instin­ti­va, moven­do-se rap­i­da­mente para longe da cama, até encon­trar apoio na parede. Lowen está com­ple­ta­mente toma­da pelo medo, ten­tan­do se man­ter em silên­cio enquan­to obser­va Ver­i­ty dor­min­do na cama. A sen­sação de descon­t­role é tão inten­sa que ela mal con­segue man­ter os olhos aber­tos, lutan­do con­tra a ver­tigem e o pâni­co que tomam con­ta de seu ser.

    Enquan­to o medo a dom­i­na, Lowen começa a ouvir os ecos de sua voz inte­ri­or, lem­bran­do-se das palavras de seu ter­apeu­ta sobre son­am­bu­lis­mo. Mes­mo sem enten­der com­ple­ta­mente o que está acon­te­cen­do, ela ten­ta racionalizar seus sen­ti­men­tos e agir para sair daque­la situ­ação. Sua mente está em um tur­bil­hão de emoções, mas a úni­ca coisa que impor­ta naque­le momen­to é sair de lá, longe de Ver­i­ty e de qual­quer pos­si­bil­i­dade de out­ra crise. Quan­do ela final­mente con­segue abrir a por­ta, Jere­my a impede, segurando‑a com firmeza. Lowen, em lágri­mas, ten­ta se afas­tar, mas ele parece perce­ber a gravi­dade da situ­ação, o que a faz se sen­tir mais vul­neráv­el e expos­ta. Com uma sen­sação de cul­pa imen­sa, ela se rende a seus cuida­dos, sem saber se isso a faz mais fra­ca ou mais forte.

    Depois de sua ten­ta­ti­va de fuga, Lowen se recol­he em seu quar­to, ten­tan­do orga­ni­zar seus pen­sa­men­tos enquan­to ain­da sente a adren­a­li­na pul­san­do em seu cor­po. Jere­my entra no quar­to e, ao vê-la, percebe o esta­do de aflição em que ela se encon­tra. A pre­ocu­pação em seus olhos é evi­dente, mas Lowen, sem saber como explicar o que acon­te­ceu, se vê obri­ga­da a dar uma expli­cação impro­visa­da. Ela começa a falar sobre seu son­am­bu­lis­mo, ten­tan­do descr­ev­er os episó­dios que a assom­bram des­de a infân­cia. O medo de ser incom­preen­di­da a impede de se abrir com­ple­ta­mente, mas ela sabe que Jere­my pre­cisa enten­der o que acon­te­ceu. Ela ten­ta tran­quil­izá-lo, mas a sen­sação de estar con­stan­te­mente fora de con­t­role a faz duvi­dar de si mes­ma. O som do seu próprio coração baten­do tão rápi­do parece ecoar em seus ouvi­dos, tor­nan­do tudo ain­da mais sufo­cante.

    Com o tem­po, Lowen começa a perce­ber que seu com­por­ta­men­to estran­ho pode estar rela­ciona­do a algo mais pro­fun­do do que ela imag­i­na­va. Os episó­dios de son­am­bu­lis­mo se tor­nam mais fre­quentes e, em um momen­to de vul­ner­a­bil­i­dade, ela se lem­bra de um inci­dente ocor­ri­do em sua infân­cia, quan­do sua mãe teve medo dela dev­i­do ao com­por­ta­men­to estran­ho que ela não con­seguia con­tro­lar. Ela com­par­til­ha essa memória com Jere­my, que a ouve aten­ta­mente, mas as palavras dela pare­cem não ser sufi­cientes para aliviar sua angús­tia. Lowen sente uma conexão com ele, mas tam­bém uma bar­reira invisív­el entre eles, que cresce a cada seg­re­do não rev­e­la­do. O medo de ser jul­ga­da e a ver­gonha por suas ações a tor­nam ain­da mais dis­tante de todos, até mes­mo de Jere­my, que ten­ta ser com­preen­si­vo, mas não sabe como lidar com o que está acon­te­cen­do.

    Jere­my, por mais que tente apoiar Lowen, começa a sen­tir um peso cres­cente sobre si. A rev­e­lação de que ela tem um históri­co de episó­dios tão per­tur­badores a faz ques­tionar a sua própria segu­rança e a de seu fil­ho, Crew. Ele começa a ver a situ­ação sob uma nova per­spec­ti­va, não ape­nas como uma questão de son­am­bu­lis­mo, mas como algo que pre­cisa ser trata­do de for­ma mais pro­fun­da. No entan­to, ele ain­da ten­ta man­ter a cal­ma, ten­tan­do con­vencer Lowen de que, ape­sar do que ela acred­i­ta ser incon­troláv­el, ela não é uma ameaça. No entan­to, o pas­sa­do de Lowen, com suas cica­trizes físi­cas e emo­cionais, está sem­pre à espre­i­ta, e ela se vê nova­mente pre­sa em um ciclo de medo e arrependi­men­to, sem saber como sair dele.

    À medi­da que a história avança, Lowen ten­ta lidar com a cres­cente ten­são entre ela e Jere­my. Ela começa a perce­ber que a solução não está ape­nas em escon­der seus medos, mas em enfren­tá-los de for­ma hon­es­ta. A relação deles, que já esta­va sendo tes­ta­da, se tor­na ain­da mais com­plexa à medi­da que os seg­re­dos vão surgin­do. Lowen sabe que pre­cisa tomar con­t­role de sua vida nova­mente, mas a dúvi­da sobre o que ela é capaz de faz­er a par­al­isa. A ideia de ir emb­o­ra, de encon­trar uma for­ma de escapar de tudo isso, parece ser a úni­ca saí­da pos­sív­el. No entan­to, o peso do que acon­te­ceu e o medo de perder tudo o que ela con­stru­iu a impe­dem de dar esse pas­so final.

    Quotes

    FAQs

    Note